• Home
  • Noticias
  • Mães empreendedoras: os desafios enfrentados para conciliar a maternidade e os negócios

Mães empreendedoras: os desafios enfrentados para conciliar a maternidade e os negócios

De acordo com um estudo realizado pela RME (Rede Mulher Empreendedora), 87% das mulheres empreendedoras têm como principal motivação o desejo de ter mais tempo para cuidar dos filhos e da família.

Mães empreendedoras: os desafios enfrentados para conciliar a maternidade e os negócios

Nos últimos anos, temos testemunhado um fenômeno marcante no empreendedorismo brasileiro: o crescente número de mulheres empreendedoras. Especialmente, aquelas que são mães têm se aventurado no mundo dos negócios, conciliando a maternidade com suas aspirações empreendedoras.

Segundo o Sebrae, o número de mulheres empreendedoras no Brasil tem apresentado um expressivo crescimento ao longo dos últimos anos. A pesquisa mais recente, realizada em 2022, revelou que cerca de 34% dos novos negócios foram abertos por mulheres, somando mais de 10,1 milhões de empreendimentos liderados por mulheres no Brasil. Isso representa um salto significativo em comparação há décadas anteriores, onde a participação feminina no empreendedorismo era muito inferior.

Além disso, dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apontam que o número de mulheres empreendedoras que são mães também tem aumentado consideravelmente.

A empreendedora Suellen Silva, conta como é conciliar a alta demanda das vendas de produtos artesanais, com o início das férias escolares do filho. Sou mãe solo e como trabalho em casa, o período de férias se torna ainda mais desafiador porque não tenho com quem deixar meu filho. Além de dobrar a demanda de encomendas, tenho que dobrar a atenção, conciliando as responsabilidades maternas com o desenvolvimento do meu negócio.

O número cada vez maior de mulheres empreendedoras no Brasil, especialmente aquelas que são mães, é uma tendência promissora. A combinação de resiliência, criatividade e apoio governamental tem proporcionado um ambiente mais favorável para que essas mulheres conquistem sua independência financeira e realizem seus sonhos profissionais enquanto cuidam de suas famílias.

Para fomentar o empreendedorismo feminino e incentivar mães a abrir seus próprios negócios, políticas públicas têm sido implementadas. O governo brasileiro tem desenvolvido programas que oferecem linhas de crédito, capacitação e mentorias para mulheres empreendedoras. Além disso, diversas ONGs e iniciativas privadas também têm se engajado em apoiar mães empreendedoras, oferecendo redes de suporte, compartilhamento de experiências e conhecimentos específicos para atender às suas necessidades.

De acordo com um estudo realizado pela RME (Rede Mulher Empreendedora), 87% das mulheres empreendedoras têm como principal motivação o desejo de ter mais tempo para cuidar dos filhos e da família. O levantamento revela que a busca pela independência financeira está diretamente ligada ao objetivo de conciliar carreira e vida pessoal, priorizando o equilíbrio entre trabalho e família.

“Onde eu mais encontro apoio é ao lado de outras mães empreendedoras. Muitas, como eu, sofrem por não conseguir dedicar mais tempo e atenção à educação, lazer e momentos cotidianos comuns com os filhos. Não temos o privilégio de poder nos dedicar integralmente à maternidade. Mas isso não quer dizer que nossos filhos não estejam cercados de atenção, companheirismo, saúde e afeto”, nos conta Suellen Silva.

Durante a pandemia, 54% das mães empreendedoras tiveram seus negócios impactados devido ao fechamento das escolas. Em contrapartida, apenas 51% dos pais empreendedores enfrentaram dificuldades similares. Além disso, a organização do tempo entre trabalho e família foi afetada de forma significativa para 17% das mulheres empreendedoras, em comparação com 8% dos homens. Esses dados revelam que a crise atual agravou ainda mais os desafios enfrentados pelas mulheres que conciliam a responsabilidade de empreender com o cuidado dos filhos, tornando essa tarefa ainda mais desafiadora.

“Escolher o nicho a investir e gostar do que se faz, ajuda para que a gente enxergue a sobrecarga como luta e não como fardo. É difícil, tem dias que a gente não sabe como fazer, mas a emoção de ser cada dia mais independente e liderar nosso futuro é extraordinária”, finaliza Suellen.